Conceituações sobre o término da vida corporal e carnal, a falta da extensão da vida, e uma reciprocidade relativa ou não para com o mundo espiritual são conceitos ultrapassados, vencidos e totalmente relativos para as confabulações filosóficas.
Principalmente em relação à nossa comum concepção temporal. Se pá, atinge o presente totalmente concreto, a existência está no momento cotidiano. Não há possibilidades de continuação futura ou determinações passadas. Se pum, aí sim, há um misto de relativismo. Ao mesmo tempo uma referência ao que irá acontecer, como ao que ainda não aconteceu, depende do interlocutor. O que impera é o sentimento e o fato acontecido com o narrador.
Continua...
A idéia deste blog é falar sobre Filosofia, Sociologia e outros temas relacionados ao ensino.Também é um canal de informação, diálogo acessivel no filosofar, porque filosofar não é uma atividade solitária, mas se faz na comunicação. Sendo assim, nada melhor que usar o blog para colocar nossas idéias, planos,trabalhos, carreiras e depoimentos. Navegue e fique a vontade para enviar seus comentários e ideias.
Refletindo
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Trabalho e servidão voluntária!
Pois bem, o discurso dos representantes da Secretaria de Educação de Mg é sempre o mesmo: "reduzir o número de trabalhadores". Oportunamente, saio de uma reunião pedagógica com a reafirmação desta verdade. Sempre a corda arrenbenta para o lado mais frágil, a política pública não se interessa na renovação e não cria o sentimento de propriedade para os trabalhadores, nós professores. A cada dia que passa a situação fica pior, são as promessas não cumpridas, a falta de informação consistente sobre a situação funcional do trabalhador de educação e a desvalorização do profissional.
Será que eles pensam que a formação educacional e algo semelhante com a fabricação de um carro? Os custos técnicos e humanos são bem diferentes. Como mudar este ideal corrente? Basta primeiramente, a nós os educadores, íncluo todo o pessoal que de alguma forma faz parte deste processo, deixar de sentir resignação e se apropriar do conhecimento que detém. A nossa luta não deve ser somente pela sobrevivência, temos que oferer algo a mais. Concordar com a ideias absurdas e abaixar a cabeça para as decisões distantes da realidade é assumir a servidão voluntária.
Tornamos-nos escravos por nossa vontade e desejo!
Será que eles pensam que a formação educacional e algo semelhante com a fabricação de um carro? Os custos técnicos e humanos são bem diferentes. Como mudar este ideal corrente? Basta primeiramente, a nós os educadores, íncluo todo o pessoal que de alguma forma faz parte deste processo, deixar de sentir resignação e se apropriar do conhecimento que detém. A nossa luta não deve ser somente pela sobrevivência, temos que oferer algo a mais. Concordar com a ideias absurdas e abaixar a cabeça para as decisões distantes da realidade é assumir a servidão voluntária.
Tornamos-nos escravos por nossa vontade e desejo!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
"Aplausos" para a educação no dia D da educação em Minas Gerais
Como são belos os jargões!!!! uai.
O governo inventou um tal de choque de gestão, agora inventou também o dia D na educação. Todas a escolas de Minas pararam para reunir sobre os "projetos" e as novas "perspectivas" da educação. O debate foram acirrados, uns desencatados e outros iludidos, alguns alucinados e outros perdidos, basta ver o que o governo nos coloca uma descarga de uma bomba no período que se chama designação. Como planejar?
Isso é um absurdo!
Gostariamos em nome de alguns do blog e em nome da filosofia marginal perguntar: o que as professoras e professores, diretores e diretoras, coordenadores e coordenadoras acharam? muita doras?! não sei!
Então muitos aproveitaram para colocar o seu diário em dia, aquela besteiragem toda. O governo onde está a informatização do ensino? Por que precisamos sempre recorrer por um mísero salário! não tem vergonha!
Esperamos aqui uma avaliação da sociedade e para de bobagem, a classe está insatisfeita, desqualificada, desatualizada, ressentida e muito mais...
anda logo com esse coque de gestão e segura este porre em combustão, assim não dá!
O que acham colegas de profissão?
Cuidado com a goteira aí gente!!!
Dê sua opinião!!!! Priu-fussores
O governo inventou um tal de choque de gestão, agora inventou também o dia D na educação. Todas a escolas de Minas pararam para reunir sobre os "projetos" e as novas "perspectivas" da educação. O debate foram acirrados, uns desencatados e outros iludidos, alguns alucinados e outros perdidos, basta ver o que o governo nos coloca uma descarga de uma bomba no período que se chama designação. Como planejar?
Isso é um absurdo!
Gostariamos em nome de alguns do blog e em nome da filosofia marginal perguntar: o que as professoras e professores, diretores e diretoras, coordenadores e coordenadoras acharam? muita doras?! não sei!
Então muitos aproveitaram para colocar o seu diário em dia, aquela besteiragem toda. O governo onde está a informatização do ensino? Por que precisamos sempre recorrer por um mísero salário! não tem vergonha!
Esperamos aqui uma avaliação da sociedade e para de bobagem, a classe está insatisfeita, desqualificada, desatualizada, ressentida e muito mais...
anda logo com esse coque de gestão e segura este porre em combustão, assim não dá!
O que acham colegas de profissão?
Cuidado com a goteira aí gente!!!
Dê sua opinião!!!! Priu-fussores
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Visita técnica-didática
Decorridos dois dias do fatidico dezembro, conheço o covil marginal da pampulha. Esta pampulha é nova, porém reverencia nosso antigo presidente "Tancredo Neves". Ele mesmo, o próprio fundador da antiga Ribeirão das Neves, hoje conhecida como Córrego das Almas.

(O neto pensa que é marginal não somente em época eleitoral)
Assim, inicia-se um novo 2012, uma nova era para nós filosofos marginais, estamos no tempo mesmo antecipando o tempo, seguindo e desvendando todos os véus espremidos para o suco de limões. Sulco, e não apeteço sem despertar apetite ou forte desejo. Pois bem, o mel suga a essência da vida. Daí, me pergunto o que será isso?
Não peço desculpas, sempre vou errar, quem quiser olhar pode olhar!

A violência de um Ribeirão antes adormecido.

(O neto pensa que é marginal não somente em época eleitoral)
Assim, inicia-se um novo 2012, uma nova era para nós filosofos marginais, estamos no tempo mesmo antecipando o tempo, seguindo e desvendando todos os véus espremidos para o suco de limões. Sulco, e não apeteço sem despertar apetite ou forte desejo. Pois bem, o mel suga a essência da vida. Daí, me pergunto o que será isso?
Não peço desculpas, sempre vou errar, quem quiser olhar pode olhar!

A violência de um Ribeirão antes adormecido.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
MANIFESTO DA FILOSOFIA MARGINAL
Saudações Marginais ф
Um dia, o mais provável é tornares-te por um chato, se deixares de sair à noite e começares a levar-te demasiado a sério. É assim que começa o manifesto da filosofia marginal que apela a todos aqueles (as) que têm um espírito jovem que assim se mantenham atentos (as) e que ignorem esse dia que os tornará apenas mais um, mas que continuem a beber o vinho dionisíaco
O manifesto abarca todas as normais ilusões da juventude e coloca em destaque o inimigo: o conformismo que assola as gerações mais velhas. Esta marca da filosofia marginal que está aqui não para vender um remédio contra a hierarquia, mas sim uma filosofia numa posição ética. Ainda mais, não se trata de uma filosofia que a marginalidade criou; sim uma filosofia já existente, a originalidade, a independência de transmitir e trocar saberes que incorporamos nas suas práticas. Não é a primeira tendência da filosofia a enveredar por este caminho. A filosofia de Sócrates e sua generation também tentaram fazê-lo da juventude a concretude deste sucesso, por exemplo, Platão.
Quando se está tentando ser teórico demais, então deve ter lido um cara-palhaço de livros e está tentando dar uma cara intelectual-teórica típica para tal manifestação. Meio cara-malhada toda essa parafernália só conseguiu aumentar o ninho de cobras que é a sua idéia. Não se ofendam com o ninho de cobras, talvez você possa simplesmente simplificar suas idéias pra que elas fiquem mais claras. Tem gente que só vive enchendo a cara e acha que atirar uma pedra na cara do primeiro que passar na rua é uma maneira de subverter o padrão, e que anda trocando de lado mais continua perpetuando os mesmos valores, confundindo meia dúzia com dez mandamentos.
Estamos em outros tempos: tempos de pseudo-liberdade. Temos direito de expressão, entretanto os nossos discursos já não ressoam com tanta força, já não causam impacto nessa massa de conhecimento inerte e ações indolentes, nesse gado que trafega desorientado pelos corredores dos currais sociais.
O que aconteceu com os pensadores e intelectuais dos tempos de agora? O que foi feito com a índole revolucionaria desta mocidade e juventude dos dias de hoje? Tudo transformado em barro moldado pelo sistema; síndrome conhecida como massa de manobra.
Se agirmos pela força, enfrentaremos um sistema gigantemente coercivo e repressor. Pela intelectualidade seremos satirizados e ridicularizados. Pela impulsão carnal seremos condenados como psicopatas sociais. Por paixões ideológicas seremos taxados de loucos e alienados. (Pintura abaixo de NL)
Estamos vivendo em um labirinto social, sem ponto de partida, nem alvo de chegada, confinados em um reduto que quer empurrar suas absurdas idéias “goela abaixo”, e quando por nós rejeitadas, nos obrigam a engolir o próprio vômito.
Os filósofos, artistas e intelectuais estão relegados a um plano desconhecido, salvo-conduto, aqueles, cujo sistema já possui como aliados. Fora desta dimensão, os escassos outros pensadores, estão condenados a marginalização: não são pragmáticos para a ideologia vigente; portanto sem serventia para o sistema.
No entanto é valioso ressaltar que o termo aliado recebe conotações escravagistas modernas. Os parceiros do sistema efetuam o papel de humanóides (seres cerebrais sistematizados em função de uma ideologia cuspida de cima para baixo), não possuem razão própria.
O Círculo de Ribeirão é a resistência contra todos os “escarros” lançados sobre nossas cabeças, oriundos desta parafernal boca denominada “Estado de Poder”, e estamos cientes que resistir não significa impedir ou evitar.
A postura é a das mais ousadas possíveis: vanguarda. A identidade magna que a nós pertence é a capacidade de compreender a artilharia mental e mortal do adversário.
Romper com as mazelas do sistema significa assumir a posição de amantes da sabedoria marginal. Sim. Somos filósofos marginalizados pelo sistema. Enxergam-nos como excrementos e constantemente estamos sendo lançados para dentro das “privadas ideológicas”, sob a pressão de “distúrbios legais” e “descargas morais”.
È a luta entre Davi e Golias em episódios desiguais, desta vez o prepotente e gigante Golias, munido com sua pesada e pontiaguda lança, enfrenta um Davi desarmado e sem a ajuda divina.
O momento nos exige extrema organização. Pensar novas estratégias, aprimorar as habilidades cognoscíveis, expandir-se para o novo, libertar dos velhos paradigmas e atirar-se sem medo para o desconhecido.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Apresentando representantes do pensamento marginal, Tchê filósofo
Apresentando representantes do pensamento marginal.
BOREL DOS PENSADORES
Todos pensam e pensam tudo.
E não há quem não pense o que quiser.
Se existe alguma coisa solta,
Se existe alguma coisa livre de leis, doutrinas e regras,
Esta coisa é o pensamento.
Pense o que quiser,
Pense até Borel.
Somos livres pra pensar,
E para isto não há cadeia, não há grade, não há algema.
Penso no gueto urbano,
Penso na esperança,
Penso no verde,
Penso no mato.
Penso e prenso, penso com o mato.
Penso beleza quando livre estou.
Penso nisto, até naquilo,
Mas não esqueço disto.
Esqueço até o juízo do outro, mas não isto.
Penso que são esses cantos de recantos,
Que me encantam o pensamento.
Penso que o Borel é o mirante
De onde se mira as luzes das idéias.
Penso que o Borel é o instante da miração
De quem ainda pensa sossegado,
Apesar desta sociedade podre e agitada.
Pense lúcido ou pense louco,
Mas pense bem meu camarada, ou somente pense:
Borel não é rampa de pedras,
É morro de pensamentos.
Não é ladeira com casas escoradas,
Mas é escalada na subida das idéias.
Borel é a oca, é a toca,
É a maloca dos pensadores.
Aqui a verdade é nossa,
Ninguém tasca, ninguém toca.
Não insisto, mas pense nisto.
_Tchê filósofo______
Comedor de cérebros
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domingo, 24 de outubro de 2010
Direito do Filósofo: SEE-MG não incluirá a Filosofia neste concurso
Direito do Filósofo: SEE-MG não incluirá a Filosofia neste concurso: "Dia 20 de setembro a Secretaria da Educação de MG vai publicar o edital para o concurso público da rede estadual de ensino. Uma desagradáve..."
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O mito da caverna (Platão)
"Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ele e os prisioneiros – no exterior, portanto – há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte frontal de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela os prisioneiros enxergam na parede no fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginavam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.Que aconteceria -indaga Platão- se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.Num primeiro momento ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda a sua vida, não vira senão sombra de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.
Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das idéias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A dialética. O que é a visão do mundo real iluminado? A Filosofia. Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo (Platão está se referindo à condenação de Sócrates à morte pela assembléia ateniense)? Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro."
Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das idéias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A dialética. O que é a visão do mundo real iluminado? A Filosofia. Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo (Platão está se referindo à condenação de Sócrates à morte pela assembléia ateniense)? Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro."
