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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Governador Anastasia é recebido em Rio Espera com protesto dos trabalhadores da educação do Estado


No ultimo dia 02 de julho de 2011 o governador do Estado de Minas Gerais esteve presente na cidade de Rio Espera para inaugurar a „escola modelo” em plena campanha salarial dos professores do Estado. Em Minas é um dos Estados brasileiros que mais mal paga o piso salarial nacional para os professores.

Havia na cidade um forte esquema de segurança com afrontamento da policia e seus métodos de violência e repressão. Um professor foi preso e vários outros motins foram surgidos no decorrer da manifestação. O governador teve que sair às pressas e a população rio-esperense que nunca tinha visto um movimento de crítica e manifestação democrática ficou algumas pessoas a favor do movimento e outras contra. Muitos não entenderam, até reclamaram, porque estava querendo ver o governador. Inocentes.
Muitos ficaram olhando como se fosse um circo, ate algumas pessoas do município que participavam foram acusadas de difamação publica e perseguição política, relata um anônimo. Segundo ele, a democracia ainda anda lenta, mas o custo da liberdade é um preço de violência. Como pode tantos policiais proteger este aparato do Estado, enquanto outros setores estão caindo e pedindo socorro para a proteção... Relata algumas pessoas...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

PROJETO FILOSOFIA PARA TODOS! Vamos levar o Projeto Para Todas as Escolas! Envie-nos sugestões e Resultados!


Φ PROJETO FILOSOFIA PARA TODOS Ω
Não há verdades primeiras, o que há são erros primeiros.” (Bachelard)

O projeto tem como objetivo não somente de avaliar o que os estudantes sabem ou não sabem, mas levantar dados da História escrita, bem como a História oral nos sujeitos ocultos da cultura e do “inconsciente coletivo”.
Também pretende se aqui chegar a uma reflexão critica sobre as variedades de elementos que envolvem o mundo atual desenvolvendo nos estudantes suas potencialidades levando os a pensar sobre o contexto sociocultural em que vivemos, examinando seus pressupostos e tendo a consciência de seus limites procurando basear na sua ação efetiva nos princípios da ética e da cidadania.
Justificativa: Uma pesquisa voltada para o campo da investigação do entendimento dos processos e mecanismos da natureza, da vida e do universo, bem como despertar para uma ética voltada para uma identidade cultural nas suas diversas manifestações, tais como, ser cidadão, ser feliz...
Outra justificativa deste projeto é também despertar a “consciência” critica e a formação política da sociedade, tanto no engajamento das causas do planeta, quanto nas ações do plano sociocultural. Destaca se também a necessidade de iniciativa e tomada de atitude na busca de auto-afirmação do valor de si mesmo. O ser em si mesmo como portador identitário na mensagem do agir. Buscando uma reflexão interna na expressividade externa.
O fazer se para libertá-lo e o educar para amá-lo. Então, assim a “Educ-Ação” será uma constante ação no agir ético do ser educado. A teoria responde com a prática. O aqui e o ali são somente possível num Aí, isso significa o ser é no mundo com seu Ser aí no mundo numa análise interpretação diário do caráter existencial do ser.
Com o trabalho feito é possível uma elaboração de um livro na coleta de dados durante sua realização do projeto. A ideia deste projeto é mesmo colocar a filosofia acessível a todos, do fazer se conhecer não somente a si mesmo, mas tudo quanto diz respeito a nossa natureza e o meio ambiente em que nos rodeia.

AREAS
“(...) Ir par ao conhecimento ou ir para a guerra de qualquer outra maneira é um erro, e quem o cometer há de se arrepender.” (Carlos Castaneda)

Filosofia, História, Sociologia, Geografia, Educação Física, Biologia, Matemática, Química, Física, Artes, Literatura, Línguas, Ciência Religiosa, Psicologia, etc.

CONTEÚDOS

Cada grupo de seis alunos (as) ficará com os trabalhos detalhados. A divisão aqui é geral pela filosofia, já que o tema é filosofia para todos.

Temáticas:
1- Filosofia primeira (a Metafísica)
2- Filosofia da História
3- Ciências da Natureza
4- Teorias do conhecimento
5- Lógica
6- Estética (Arte)
Obs.: Cada grupo poderá usar vários meios de recursos didáticos e recreativos para tornar os temas mais acessíveis. Por exemplo, confecção de jornais, revista, mural, entrevistas, exposição de fotografia, palestras, teatro, musica, mesa redonda, dança, vídeo, etc.

Tempo para preparação: 30 dias
Apresentação: serão nas salas de aulas, não haverá aula normal, mas atividades de exposições. Também haverá o momento do café filosófico que fará abertura das atividades.

Valor da avaliação grupal: total de 10 pontos, sendo que cinco de avaliação de apresentação e cinco na avaliação da parte escrita. Todo grupo deverá apresentar uma cópia escrita do trabalho pelo grupo.
(obs.: serão avaliados aqui por área e sendo avaliado também o sentido da participação, responsabilidade, vontade e engajamento). As notas poderão ser tomadas de consenso geral depois da avaliação de cada professor e de todo o projeto.
 
Bibliografia

www.filosofandoparanalitica.blogspot.com

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A falta de organização não permite a utilização das diferenças individuais e torna os membros iguais. Essas características e tipos de multidão e massa significam que os componentes são anônimos, pois seus fins e os sentimentos estão enquadrados pelo mais baixo denominador comum, porque a interação não leva em consideração ás personalidades sociais distintas. Sendo assim seus participantes perdem as peculiaridades que os distinguem como personalidades diferentes. Esse sentimento de massa apresenta uma ideia fixa, por única coisa. Por exemplo, a fama, o dinheiro ou poder como efeito de caráter apenas cumulativo e seus componentes se deixam perder, atualmente, no “espírito da massa”. O consumismo e a superficialidade das inter-relações expressam os motivos inconscientes de nossa impulsão á repressão de suas manifestações por uma relação de segurança e poder. Outra forma de excitação coletiva é a forma mais intensa do que movimento de indivíduos em redor uns dos outros, ao acesso sem meta, porque a excitação coletiva apresenta o comportamento excitado fixa poderosamente à atenção dos observadores e sob sua influencia, os indivíduos tornam-se emocionalmente excitáveis e são facilmente arrebatados por sentimentos, tornando-se mais instáveis e irresponsáveis. Esta forma de contágio social onde a decisão pessoal dos indivíduos é mais rapidamente quebrada, podendo assumir linhas de ações irracionais e impensadas de um estado de espírito se constituindo em meros espectadores e desinteressados e indiferentes.

A falta de organização não permite a utilização das diferenças individuais e torna os membros iguais. Essas características e tipos de multidão e massa significam que os componentes são anônimos, pois seus fins e os sentimentos estão enquadrados pelo mais baixo denominador comum, porque a interação não leva em consideração ás personalidades sociais distintas. Sendo assim seus participantes perdem as peculiaridades que os distinguem como personalidades diferentes. Esse sentimento de massa apresenta uma ideia fixa, por única coisa. Por exemplo, a fama, o dinheiro ou poder como efeito de caráter apenas cumulativo e seus componentes se deixam perder, atualmente, no “espírito da massa”.
O consumismo e a superficialidade das inter-relações expressam os motivos inconscientes de nossa impulsão á repressão de suas manifestações por uma relação de segurança e poder. Outra forma de excitação coletiva é a forma mais intensa do que movimento de indivíduos em redor uns dos outros, ao acesso sem meta, porque a excitação coletiva apresenta o comportamento excitado fixa poderosamente à atenção dos observadores e sob sua influencia, os indivíduos tornam-se emocionalmente excitáveis e são facilmente arrebatados por sentimentos, tornando-se mais instáveis e irresponsáveis. Esta forma de contágio social onde a decisão pessoal dos indivíduos é mais rapidamente quebrada, podendo assumir linhas de ações irracionais e impensadas de um estado de espírito se constituindo em meros espectadores e desinteressados e indiferentes.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

TROQUE 01 PARLAMENTAR LADRÃO, POR 344 PROFESSORES*


  *O  salário de 344 professores que ensinam é igual ** **ao de 1 parlamentar
que rouba!*
*"No  futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do  mundo e todos
estão muito tristes. **Na  educação, o Brasil é o 85º e ninguém reclama..."*
*EU  APOIO ESTA TROCA*

  *TROQUE  01 PARLAMENTAR LADRÃO, POR 344 PROFESSORES*

  *Essa é uma campanha que vale a pena!**  *

*Repasso com solidária revolta!  *

*Sou  professor do ensino médio de uma escola pública  e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00**  *

 *Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo!
E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem  um
curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha
que, com um  salário assim, a rede de ensino poderá contar  com professores
competentes e dispostos a ensinar? Não querendo generalizar, pois ainda
existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor
faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de
conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a
pura  verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um  idealista e
atualmente vejo a profissão como um  trabalho social. Mas nessa semana, o
soco que  tomei na boca do estomago do meu idealismo foi  duro! *
*Descobri que um  parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões
por ano!!!  São os parlamentares mais caros do mundo!!! O minuto trabalhado
aqui custa ao contribuinte R$11.545!!! *
*Na Itália, são gastos com parlamentares R$3,9 milhões, na França, pouco
mais de R$2,8 milhões,  na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil
e na vizinha **Argentina**  R$1,3 milhões. Compare! *

 *Trocando  em miúdos, um parlamentar custa ao país, por  baixo, 688
professores com curso superior!*
*Diante  dos fatos, gostaria muito, Amigo, que você  divulgasse minha
campanha, na qual o lema será:*

*'TROQUE UM PARLAMENTAR LADRÃO POR 344 PROFESSORES'.*
*Repassar esta mensagem é  uma obrigação, é sinal de patriotismo, pois avergonha que  atualmente impera em nossa política  está desmotivando o nosso
povo e arruinando o Brasil.  **É o mínimo que nós, patriotas (rima com
idiotas!), podemos fazer.*


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

"Aplausos" para a educação no dia D da educação em Minas Gerais

Como são belos os jargões!!!! uai.
O governo inventou um tal de choque de gestão, agora inventou também o dia D na educação. Todas a escolas de Minas pararam para reunir sobre os "projetos" e as novas "perspectivas" da educação. O debate foram acirrados, uns desencatados e outros iludidos, alguns alucinados e outros perdidos, basta ver o que o governo nos coloca uma descarga de uma bomba no período que se chama designação. Como planejar?
Isso é um absurdo!

Gostariamos em nome de alguns do blog e em nome da filosofia marginal perguntar: o que as professoras e professores, diretores e diretoras, coordenadores e coordenadoras acharam? muita doras?! não sei!
Então muitos aproveitaram para colocar o seu diário em dia, aquela besteiragem toda. O governo onde está a informatização do ensino? Por que precisamos sempre recorrer por um mísero salário! não tem vergonha!
Esperamos aqui uma avaliação da sociedade e para de bobagem, a classe está insatisfeita, desqualificada, desatualizada, ressentida e muito mais...
anda logo com esse coque de gestão e segura este porre em combustão, assim não dá!
O que acham colegas de profissão?
Cuidado com a goteira aí gente!!!

Dê sua opinião!!!! Priu-fussores

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

MANIFESTO DA FILOSOFIA MARGINAL

Saudações Marginais ф
Um dia, o mais provável é tornares-te por um chato, se deixares de sair à noite e começares a levar-te demasiado a sério. É assim que começa o manifesto da filosofia marginal que apela a todos aqueles (as) que têm um espírito jovem que assim se mantenham atentos (as) e que ignorem esse dia que os tornará apenas mais um, mas que continuem a beber o vinho dionisíaco
O manifesto abarca todas as normais ilusões da juventude e coloca em destaque o inimigo: o conformismo que assola as gerações mais velhas. Esta marca da filosofia marginal que está aqui não para vender um remédio contra a hierarquia, mas sim uma filosofia numa posição ética. Ainda mais, não se trata de uma filosofia que a marginalidade criou; sim uma filosofia já existente, a originalidade, a independência de transmitir e trocar saberes que incorporamos nas suas práticas. Não é a primeira tendência da filosofia a enveredar por este caminho. A filosofia de Sócrates e sua generation também tentaram fazê-lo da juventude a concretude deste sucesso, por exemplo, Platão.
Quando se está tentando ser teórico demais, então deve ter lido um cara-palhaço de livros e está tentando dar uma cara intelectual-teórica típica para tal manifestação. Meio cara-malhada toda essa parafernália só conseguiu aumentar o ninho de cobras que é a sua idéia. Não se ofendam com o ninho de cobras, talvez você possa simplesmente simplificar suas idéias pra que elas fiquem mais claras. Tem gente que só vive enchendo a cara e acha que atirar uma pedra na cara do primeiro que passar na rua é uma maneira de subverter o padrão, e que anda trocando de lado mais continua perpetuando os mesmos valores, confundindo meia dúzia com dez mandamentos.
Estamos em outros tempos: tempos de pseudo-liberdade. Temos direito de expressão, entretanto os nossos discursos já não ressoam com tanta força, já não causam impacto nessa massa de conhecimento inerte e ações indolentes, nesse gado que trafega desorientado pelos corredores dos currais sociais.
O que aconteceu com os pensadores e intelectuais dos tempos de agora?  O que foi feito com a índole revolucionaria desta mocidade e juventude dos dias de hoje? Tudo transformado em barro moldado pelo sistema; síndrome conhecida como massa de manobra.
Se agirmos pela força, enfrentaremos um sistema gigantemente coercivo e repressor. Pela intelectualidade seremos satirizados e ridicularizados. Pela impulsão carnal seremos condenados como psicopatas sociais. Por paixões ideológicas seremos taxados de loucos e alienados. (Pintura abaixo de NL)

                 
Estamos vivendo em um labirinto social, sem ponto de partida, nem alvo de chegada, confinados em um reduto que quer empurrar suas absurdas idéias “goela abaixo”, e quando por nós rejeitadas, nos obrigam a engolir o próprio vômito.
Os filósofos, artistas e intelectuais estão relegados a um plano desconhecido, salvo-conduto, aqueles, cujo sistema já possui como aliados. Fora desta dimensão, os escassos outros pensadores, estão condenados a marginalização: não são pragmáticos para a ideologia vigente; portanto sem serventia para o sistema.
No entanto é valioso ressaltar que o termo aliado recebe conotações escravagistas modernas. Os parceiros do sistema efetuam o papel de humanóides (seres cerebrais sistematizados em função de uma ideologia cuspida de cima para baixo), não possuem razão própria.
O Círculo de Ribeirão é a resistência contra todos os “escarros” lançados sobre nossas cabeças, oriundos desta parafernal boca denominada “Estado de Poder”, e estamos cientes que resistir não significa impedir ou evitar.
A postura é a das mais ousadas possíveis: vanguarda. A identidade magna que a nós pertence é a capacidade de compreender a artilharia mental e mortal do adversário.
Romper com as mazelas do sistema significa assumir a posição de amantes da sabedoria marginal. Sim. Somos filósofos marginalizados pelo sistema. Enxergam-nos como excrementos e constantemente estamos sendo lançados para dentro das “privadas ideológicas”, sob a pressão de “distúrbios legais” e “descargas morais”.
È a luta entre Davi e Golias em episódios desiguais, desta vez o prepotente e gigante Golias, munido com sua pesada e pontiaguda lança, enfrenta um Davi desarmado e sem a ajuda divina.
O momento nos exige extrema organização. Pensar novas estratégias, aprimorar as habilidades cognoscíveis, expandir-se para o novo, libertar dos velhos paradigmas e atirar-se sem medo para o desconhecido.

domingo, 24 de outubro de 2010

Objetivos do I ENCONTRO DA FILOSOFIA MARGINAL do circulo de ribeirão!

Objetivos do I encontro de livres pensadores(as)!
A união de todos nós neste encontro se deve por sermos filosóficos, pois isto é a nossa característica humana como ser social que é a nossa essência filosófica que nos alimenta e caminha para tentarmos fazer com caminhemos por nós mesmos. Todas as ciências que vamos chamar aqui de históricas nasceram da origem do pensar filosófico. Dentro do currículo escolar a divisão que vemos e assistimos da nossa nave mãe que é a filosofia são apenas apêndices da matéria maior. Na grade escolar a filosofia deveria abrangê-los, pois são suas filhas: a ética a religião, a antropologia.
A área dos filósofos é a Humanística. 

http://www.facebook.com/?ref=home#!/group.php?gid=161536507199531&v=info

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Programação do encontro da filosofia circular de ribeirão!

I ENCONTRO DA FILOSOFIA MARGINAL dos livres pensadores e pensadoras do circulo de Neves!
O importante não é somente alcançar metas, mas desejar o que se quer.

PROGRAMAÇÃO Dia 13/11/10 (Shabatt)

...10 : 00 H – Chegando no mundo de Hades
...11 : 00 H – Dia-logos
12 : 00 ás 14 :00 – banquete
14 – 15 - Ética
15 – 16 : 30 - Akro-pólis
16 : 30 17 : 00 – Ego-reflexões
18 : 00 – 19 : 00 Party ditirâmbica

Dia 14/11/10 (Dominus)

8 : 00 h até 10 : 00 Cura
10 : 12 h - Jardim Peripatético
12 : 00 ás 15 h - Rebanquete
15 á 17 h - Hablas
17 : 00 - Hermes
18 : 00 - O Círculo

Participe do I encontro da filosofia
marginal de ribeirão das neves. entre no facebook e confirma sua
presença, seja bem vindo a vida dionisiaca. 

http://www.facebook.com/event.php?eid=155919261114346

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Professor Tchê criticando o sistema educacional na sua permissão perniciosa.

PERMISSÃO PERNICIOSA

Clarice Lispector tem um prisma interessante e inteligente no seut texto "Pescaria". Ela diz que para o homem, "pescar é esporte, mas, para o peixe há de ser guerra. E guerra de emboscada, que é a pior de todas".
Minha tia, na minha infância sempre contava uma charada de um diálogo, que até agora eu não me esqueço> "Sai daqui, se não eu te como aqui"!
"Se você me 'cumê' aqui, quem me pôs, te tira daqui".
Um dia, minha tia me revelou o enigma: era um colóquio entre o peixe e a isca.
Jesus, entre as suas brilhantes filosofias, tem aforimas que muito agora se fazem oportuno: "Tudo me é lícito, mas nem tudo permitido". "Tudo me é permitido, mas nem tudo me convêm".
As permissões oferecidas pelo alto escalão do governo permitem carnavais fora de épocas dentro das instituições públicas. É o bloco dos foliões mascarados pelo falso papel de cidadania.
Entenda meu querido leitor: em época de eleições; o funcionário público pode optar por exercer sua cidadania em permuta por ausencias nas suas atividades públicas. Um funcionário público, por exemplo, um professor, pode abandonar as salas de aulas por até seis dias (o que pode significar até doze dias consecutivos distante do oficio; uma irresistível mini-férias). Até aqui nada de errado, já que este abandono de oficio tem garantia de remuneração dentro da lei. O problema começa realçar a sua face, quando se percebe que estes "agrados legais" são autênticos presentes de grego.
Que bela isca da má administração do poder público. Logicamente, o professor da escola pública, sempre nadando nas águas turbulentas da sua insatisfação profissional acabará por morder estas iscas lançadas estrategicamente pela ideologia do governo. Estes abonos de abandonos se vestem em trajes de indenização salarial, uma forma de compensar o miserável salário e as péssimas condições de trabalho que são enfiadas na goela do profissional da educação.
Meu querido leitor: não estou contra os benefícios que são oferecidos pela (má)aquina administrativa do Estado. São todos permitidos, resta refletir se convêm.
A balbúrdia gerada por estas concessões, acelera impiedosamente a gravidades da qualidade do ensino público, estigmatizando na imagem do educador sem compromisso com a assiduidade.
O professor Júlio Groppa Aquino tem o seguinte veredicto:"Ainda que amparado por lei, o direito de se ausentar não pode contrapor-se ao dever maior de construir uma escola de qualidade."
"Pouquissimas profissões carregam o hábito das faltas ao trabalho de forma tão nítida como a nossa. O resultado são aulas vagas a profusão, calendários fictícios, conteúdos aligeirados..." Enfim, uma catástrofe sem precedentes, onde sem o mínimo de reflexão ( e também sem ingenuidade), assinamos o nosso próprio atestado de óbito profissional.
É preciso entender que baixas quantias de remuneração, não devem e nem podem significar vingança docente para cima do corpo discente. Depois, não adianta lamentar (dentro da sala dos professores durante o tempo de recreio) da falta de estrutura e investimento na educação pública. O governo cuspirá na nossa cara a nossa indolência enquanto educador, o nosso culto de cada dia ao deus dos vagabundos.
"Tudo me é lícito, mas nem tudo permitido". É preciso repensar as permissões perniciosas do poder público.
Professores e outros guerreiros da educação: estamos numa guerra. E guerra de emboscada, que é a pior de todas.
Cuidado, não se entusiasme com a regalia das ausências abençoadas por lei, são iscas.

Prof. Tchê - tchefilosofo@hotmail.com

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Depoimentos de alunos da E.E. Afonsino Altivo Diniz Santa Luzia MG sobre a sociedade e democracia brasileira!


Simplesmente sociologizando neste trabalho apresentamos aqui coletas de  dados e opiniões da turma na escola Afonsino "abrindo o olho do sistema da opressão social" e dando algumas "alfinetadas" no sistema atual numa expressão de livre revolta. ou tomada da consciência (olha só o senso crítico da galera aí gente)!  aqui tomar consciência não significa algo dado por alguém, mas por nós mesmos quando a situação do sujeito conhecedor é reconhecida nesta busca de miragem e vertigem no ponto central da crítica ao atual sistema político-social bem como alguns questionamentos sobre modelo econômico brasileiro na era da globalização
Tema geral - A conjuntura sócio-política brasileira. Palavras chaves: Democracia, Sociedade, Economia e opinião.
Obs. O texto abaixo são partes de transcrições literárias do material recolhido, porém ele não está completo, mas fica a vontade para fazer os seus comentários e entrar nesta jornada dos diálogos. 
Turma 1009 - Alunas: Silvia, Keicilane , Ana Luiza, Jéssica A. Walex, Wenderson, Breno.
O Brasil apesar de ser um país democrático, mas não apresenta características democráticas, porque vemos pessoas que não podem opinar como na ditadura. O Estado não cumpre os seus deveres negando a sociedade simplesmente o seu direito a água tratada, saneamento e rua asfaltada. Além disso, temos que pagar altos impostos e se eles fossem utilizados corretamente ajudaria a economia tornando uma sociedade e um país mais democrático e economicamente mais forte.
Alunos: Douglas, Charles, Leandro e Elias
O mundo de hoje está sem lealdade, sem perseverança e muita desigualdade.  Ninguém liga para ninguém. Vivemos num mundo injusto, de egoísmo. Isso é a sociedade que vivemos? Cercado de pessoas, sem saber quem é quem e olhar para o outro com menosprezo machucando uns aos outros sem razão alguma. Então que atitude tomar?  Pular do alto de um prédio para esquecer-se disso tudo ou mostrar aos outros o que é realmente mais importante para um mundo melhor. Temos de ser pessoas honestas, não que vira a esquina e rouba de todo mundo. O que é a lealdade no meio de tantos egoístas! A economia não é uma coisa que devemos nos orgulhar já que uns rouba de todos. Uma pessoa trabalha o dia todo para dar uma vida boa para os filhos e quando pega o seu dinheiro no final do mês todo o seu dinheiro foi roubado, ele foi embora esperando o pagamento parcelado para o próximo mês de escravidão, temor, injustiça e morte.
Alunas – Lorena Amaral, Edvar Resende dos Santos, Pada Fernanda P. de Holanda, Marwell Soares Santos, Alessandro Nanini
Democracia é o sistema político em que os habitantes de determinado local escolhem seus governantes. Muita das vezes no Brasil há pessoas que não tem consciência da importância do voto e acabam não votando e deixando expressar sua opinião.
Alunas – Bárbara Raiane Souza de Oliveira, Carine Côrrea dos Santos, Shirley Silva Abreu e Vanessa Núbia L. de Oliveira
“Democracia a palavra do momento”. Dizem o tempo todo aí nos jornais, mídia, etc que democracia é isso ou aquilo, igual o direito e a justiça esta palavra tão suada na democracia. A democracia não existe no Brasil, porque tudo o que vemos é somente desigualdade nas ruas, nos bairros, na televisão.  Aqui no Brasil tem  um achar que está tudo bem e acredita no desenvolvimento rápido, mas para isso o presidente tem que olhar para as pessoas que moram na rua  que não tem casa. Eu acho que o Brasil está precisando de políticos mais honestos para se poder viver feliz e em paz dentro desse país tão desigual. Não, não existe democracia no país, apenas parecem ser democratas na época de eleições, somente assim não basta. 

Alunas – Carolina Gonçalves da Silva e Fernanda de Oliveira
Nós, por exemplo, moramos em ruas esburacadas num estado precário, onde a maioria da população destas áreas está se revoltando indo para TVs, jornais, internet, vídeo para reivindicarem seus direitos e terem acesso do maior conforto possível. Os cidadãos estão cada vez mais lutando por seus direitos para cada dia terem mais conforto, direitos básicos garantidos na nossa constituição federal. 
Alunos – Guilherme Henrique, Carlos Vinicius, Luiz Felipe, Adriano de Souza e Bruno Araújo
Em nossa opinião estamos vivendo na sociedade brasileira um momento muito critico, porque existem varias diferenças sociais, cidades ricas e cidades pobres. Cidades ricas com ruas de luxo e cidades pobres com ruas de lixo a céu aberto chegando político de luxo prometendo mudar o asfalto de terra com lixo para fazer um asfalto de luxo. Eles se confundem com o conserto do concerto teatral que não muda nada nos personagens e as ruas das cidades pobres viram pontos estratégicos para os candidatos prometedores do paraíso. A sociedade que está passando como burra porque vota nesses pioneiros do “saber” o que vale acreditar naqueles que prometem e nunca cumprem. Outra vergonha para a sociedade brasileira é o salário dos políticos, parlamentares e executivos para ficarem somente sentados numa cadeira macia prometendo o que não pode cumprir ou não quer por a mão na massa? Já o cidadão, o trabalhador comum que trabalha o dia inteiro não recebe durante toda vida o que eles recebem num ano. Isso é um absurdo. Temos que mudar isso e para mudar devemos escolher bem os candidatos em quem votamos em ver esta bandidagem acabem, temos que acabar com esse “absurdo”.

Aunos – Wemerson, Bruna, Lorena Lopes, Leidiane
O Brasil apesar de se dizer ser um país democrático, ele não trata os seus elementos como iguais. Um país bom de morar, mas ruim de se viver. Enquanto repletas belas paisagens, praias, por outro lado vandalismo, poluição, praias e rios sujos de lixo. Apesar de muitas promessas ás coisas trágicas do nosso país que ainda não foram resolvidos, como: a área da saúde, o transporte e educação, mesmo o Brasil tendo aumentado suas receitas com o crescimento da economia esses lados ainda quase não foi feito. O Brasil não é um país ruim, apenas não sabe ser administrado pelos seus governantes que esquecem o ponto central do governo é cuidar dos cidadãos que o elegeram.

O mito da caverna (Platão)

"Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ele e os prisioneiros – no exterior, portanto – há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte frontal de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela os prisioneiros enxergam na parede no fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginavam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.Que aconteceria -indaga Platão- se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.Num primeiro momento ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda a sua vida, não vira senão sombra de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.
Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.
O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das idéias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A dialética. O que é a visão do mundo real iluminado? A Filosofia. Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo (Platão está se referindo à condenação de Sócrates à morte pela assembléia ateniense)? Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro."