Refletindo

Refletindo

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Governador Anastasia é recebido em Rio Espera com protesto dos trabalhadores da educação do Estado


No ultimo dia 02 de julho de 2011 o governador do Estado de Minas Gerais esteve presente na cidade de Rio Espera para inaugurar a „escola modelo” em plena campanha salarial dos professores do Estado. Em Minas é um dos Estados brasileiros que mais mal paga o piso salarial nacional para os professores.

Havia na cidade um forte esquema de segurança com afrontamento da policia e seus métodos de violência e repressão. Um professor foi preso e vários outros motins foram surgidos no decorrer da manifestação. O governador teve que sair às pressas e a população rio-esperense que nunca tinha visto um movimento de crítica e manifestação democrática ficou algumas pessoas a favor do movimento e outras contra. Muitos não entenderam, até reclamaram, porque estava querendo ver o governador. Inocentes.
Muitos ficaram olhando como se fosse um circo, ate algumas pessoas do município que participavam foram acusadas de difamação publica e perseguição política, relata um anônimo. Segundo ele, a democracia ainda anda lenta, mas o custo da liberdade é um preço de violência. Como pode tantos policiais proteger este aparato do Estado, enquanto outros setores estão caindo e pedindo socorro para a proteção... Relata algumas pessoas...

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Declarada guerra!


Curiosamente um pássaro sobrevoa a terra em busca de algo que seja favorável a sua sobrevivência. Voa quilômetros incansáveis cada vês mais fraco,já sentindo suas forças chegando ao fim,juntando suas ultimas forcas avista um resquício de vida na terra,pois por  onde passou são avistou cinza e destruição,a guerra foi proclamada.
Há vários meses, ainda tínhamos água, um homem branco desceu na terra e levou para ti o ultimo olho d’água, que vivia nas florestas tropicais amazônicas. E nunca mais se viu uma gotinha sequer de água na terra,nossos shamas passaram meses na floresta fazendo oferenda aos deuses para que o olho d’água fosse devolvido aos donos da terra.
Os shamans cultuaram a todas as divindades terrestres e nada podia ser feito.
O homem branco trocou a água por poder e fama, sentou se no trono dourado e logo foi atacado pelo mal da luxuria, desenganado pela loucura capitalista, contra-rios o vírus da injustiça e da impunidade, padeceu fortes dores por causa da arrogância que vivia em seu peito, ficou cego de ódio quando viu que podia ter enxergado a verdade, morreu só, com fortes sintomas de egoísmo. Não foi sepultado,pois não havia água para lavar as Mao de quem tocasse o esquife.
A guerra começou logo apos a morte do homem branco, todos queriam suas riquezas, todos no mundo adquiriram a cólera da inveja, as pessoas já não mais saiam de casa, pois temiam a lepra do poder, pois ela havia devastado uma boa parte da humanidade, a outra parte padeceu na desordem e morreram na preguiça.
Então restou eu, o pássaro e o resquício de vida onde pousou suavemente como uma pluma, e de repente se transformando em uma criança semeou uma sente de esperança e a regou com paz.

Douglas O. Sousa Souza

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A teoria da felicidade!



Estão-se bem, porque estamos bem. Nós somos leme de energia que encontra a razão de acordo com a sua forma de encontrar o conceito.
Não poderei fazer nada enquanto gosto, mas na sua experiência da vida, isto é, o conhecimento não enquanto teoria, mas a prática é capaz de demonstrar seu valor. Nem as éticas e nem as logias são suscetíveis a explicar os fenômenos da realidade atual.
O método que usamos é a interação dos componentes e associações dos fenômenos apresentados, isto é, capacidade de organização e interação entre os membros da coletividade. Platão pula a ideia de cooperativas, numa espécie de domínio comum (Nas manifestações culturais, sociais e transcendentais). A razão portadora deste juízo encarregado de valorizar se, ou seja, avaliar seus valores. Por isso, o filósofo da atualidade tem o seu papel de analisar o mundo e como parece para Si e de como ele aparece para Si no reflexo para O Outro. (A Sociedade)
Neste recôncavo, me abstenho e deixo a analise para o misantropo mestre de dialéticas e Emo diálise para o resto. Opala!
 
A ditadura só mudou de nome, porque a ideologia é a mesma.

A violência física passou ser simbólica.

Os direitos estão aí. O que temos não é exigir, mas fazer valer. Aí está a nossa diferença entre nós que estamos velhos demais. Eu faço parte deste veneno social. O que tenho que ser? Então sou veneno, porque o soro é o veneno, um antídoto igual à cura, então combato, porque sou soro.
O governo nos paga para sermos soro.

Eu fui coagido em assinar o livro de ata que registra advertência. A lei da “abolição” da escravatura e da liberdade existe, mas o meu direito insiste, nem que seja sempre a abolição da escravatura no dia 13 de maio numa Santa Madre Fátima Imaculada magia. No dia 13 de maio não comemora se o dia da virgem Maria. Ela não apareceu no céu, porque seu irmão não acreditara no “Boréu dos Pensadores” nas medeias orfeantes.
Ficam em matos.
Atrelasse os sapos.

CT, STW


segunda-feira, 16 de maio de 2011

PROJETO FILOSOFIA PARA TODOS! Vamos levar o Projeto Para Todas as Escolas! Envie-nos sugestões e Resultados!


Φ PROJETO FILOSOFIA PARA TODOS Ω
Não há verdades primeiras, o que há são erros primeiros.” (Bachelard)

O projeto tem como objetivo não somente de avaliar o que os estudantes sabem ou não sabem, mas levantar dados da História escrita, bem como a História oral nos sujeitos ocultos da cultura e do “inconsciente coletivo”.
Também pretende se aqui chegar a uma reflexão critica sobre as variedades de elementos que envolvem o mundo atual desenvolvendo nos estudantes suas potencialidades levando os a pensar sobre o contexto sociocultural em que vivemos, examinando seus pressupostos e tendo a consciência de seus limites procurando basear na sua ação efetiva nos princípios da ética e da cidadania.
Justificativa: Uma pesquisa voltada para o campo da investigação do entendimento dos processos e mecanismos da natureza, da vida e do universo, bem como despertar para uma ética voltada para uma identidade cultural nas suas diversas manifestações, tais como, ser cidadão, ser feliz...
Outra justificativa deste projeto é também despertar a “consciência” critica e a formação política da sociedade, tanto no engajamento das causas do planeta, quanto nas ações do plano sociocultural. Destaca se também a necessidade de iniciativa e tomada de atitude na busca de auto-afirmação do valor de si mesmo. O ser em si mesmo como portador identitário na mensagem do agir. Buscando uma reflexão interna na expressividade externa.
O fazer se para libertá-lo e o educar para amá-lo. Então, assim a “Educ-Ação” será uma constante ação no agir ético do ser educado. A teoria responde com a prática. O aqui e o ali são somente possível num Aí, isso significa o ser é no mundo com seu Ser aí no mundo numa análise interpretação diário do caráter existencial do ser.
Com o trabalho feito é possível uma elaboração de um livro na coleta de dados durante sua realização do projeto. A ideia deste projeto é mesmo colocar a filosofia acessível a todos, do fazer se conhecer não somente a si mesmo, mas tudo quanto diz respeito a nossa natureza e o meio ambiente em que nos rodeia.

AREAS
“(...) Ir par ao conhecimento ou ir para a guerra de qualquer outra maneira é um erro, e quem o cometer há de se arrepender.” (Carlos Castaneda)

Filosofia, História, Sociologia, Geografia, Educação Física, Biologia, Matemática, Química, Física, Artes, Literatura, Línguas, Ciência Religiosa, Psicologia, etc.

CONTEÚDOS

Cada grupo de seis alunos (as) ficará com os trabalhos detalhados. A divisão aqui é geral pela filosofia, já que o tema é filosofia para todos.

Temáticas:
1- Filosofia primeira (a Metafísica)
2- Filosofia da História
3- Ciências da Natureza
4- Teorias do conhecimento
5- Lógica
6- Estética (Arte)
Obs.: Cada grupo poderá usar vários meios de recursos didáticos e recreativos para tornar os temas mais acessíveis. Por exemplo, confecção de jornais, revista, mural, entrevistas, exposição de fotografia, palestras, teatro, musica, mesa redonda, dança, vídeo, etc.

Tempo para preparação: 30 dias
Apresentação: serão nas salas de aulas, não haverá aula normal, mas atividades de exposições. Também haverá o momento do café filosófico que fará abertura das atividades.

Valor da avaliação grupal: total de 10 pontos, sendo que cinco de avaliação de apresentação e cinco na avaliação da parte escrita. Todo grupo deverá apresentar uma cópia escrita do trabalho pelo grupo.
(obs.: serão avaliados aqui por área e sendo avaliado também o sentido da participação, responsabilidade, vontade e engajamento). As notas poderão ser tomadas de consenso geral depois da avaliação de cada professor e de todo o projeto.
 
Bibliografia

www.filosofandoparanalitica.blogspot.com

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Declive poema


De volta à deserta casa, aonde sei que vivi
Tempo longo vim de lua certa
Ainda  me lembro no rio que corri.

Por debaixo de minha cama descia rio de correnteza
Eu que já era muitas vezes por lá a mesma pessoa  
Em sonhos surpreendentemente acordava sobressaltaldo, com certeza.
 De repente num dia revirando as prateleiras da cantina encontrei um alto=falante, mas telefones mudos nao falam.
Os pães expostos na mesa contradiz com-part-ilha.
O que falta me neste conhecimento?
Corpo encravado em abdómen de cimento.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A falta de organização não permite a utilização das diferenças individuais e torna os membros iguais. Essas características e tipos de multidão e massa significam que os componentes são anônimos, pois seus fins e os sentimentos estão enquadrados pelo mais baixo denominador comum, porque a interação não leva em consideração ás personalidades sociais distintas. Sendo assim seus participantes perdem as peculiaridades que os distinguem como personalidades diferentes. Esse sentimento de massa apresenta uma ideia fixa, por única coisa. Por exemplo, a fama, o dinheiro ou poder como efeito de caráter apenas cumulativo e seus componentes se deixam perder, atualmente, no “espírito da massa”. O consumismo e a superficialidade das inter-relações expressam os motivos inconscientes de nossa impulsão á repressão de suas manifestações por uma relação de segurança e poder. Outra forma de excitação coletiva é a forma mais intensa do que movimento de indivíduos em redor uns dos outros, ao acesso sem meta, porque a excitação coletiva apresenta o comportamento excitado fixa poderosamente à atenção dos observadores e sob sua influencia, os indivíduos tornam-se emocionalmente excitáveis e são facilmente arrebatados por sentimentos, tornando-se mais instáveis e irresponsáveis. Esta forma de contágio social onde a decisão pessoal dos indivíduos é mais rapidamente quebrada, podendo assumir linhas de ações irracionais e impensadas de um estado de espírito se constituindo em meros espectadores e desinteressados e indiferentes.

A falta de organização não permite a utilização das diferenças individuais e torna os membros iguais. Essas características e tipos de multidão e massa significam que os componentes são anônimos, pois seus fins e os sentimentos estão enquadrados pelo mais baixo denominador comum, porque a interação não leva em consideração ás personalidades sociais distintas. Sendo assim seus participantes perdem as peculiaridades que os distinguem como personalidades diferentes. Esse sentimento de massa apresenta uma ideia fixa, por única coisa. Por exemplo, a fama, o dinheiro ou poder como efeito de caráter apenas cumulativo e seus componentes se deixam perder, atualmente, no “espírito da massa”.
O consumismo e a superficialidade das inter-relações expressam os motivos inconscientes de nossa impulsão á repressão de suas manifestações por uma relação de segurança e poder. Outra forma de excitação coletiva é a forma mais intensa do que movimento de indivíduos em redor uns dos outros, ao acesso sem meta, porque a excitação coletiva apresenta o comportamento excitado fixa poderosamente à atenção dos observadores e sob sua influencia, os indivíduos tornam-se emocionalmente excitáveis e são facilmente arrebatados por sentimentos, tornando-se mais instáveis e irresponsáveis. Esta forma de contágio social onde a decisão pessoal dos indivíduos é mais rapidamente quebrada, podendo assumir linhas de ações irracionais e impensadas de um estado de espírito se constituindo em meros espectadores e desinteressados e indiferentes.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Falta investigação e aceitação da arte de educar em Minas Gerais como processo de "revolução" brasileira

Olá parceiras da educação e parceiros da evolução!

Em Minas Gerais voltaram as aulas em fevereiro (em quase todo Brasil), apesar que no plano da investigação e da prática o ensino no país deixa muito a desejar tanto na parte de estrutura física e estrutura humana. (Coitados dos professores designados! Imaginem a situação dos alunos!).
Os profissionais de Minas ficaram mais motivados com o tal plano do governo mineiro que adoçou a folha de pagamentos (mesmo sendo ainda pouco, já foi algo significante do pobre trabalhador da educação no Brasil.).
Comentários que a renda foi bastante significativa, porque havia mais de 10 anos sem aumentos e planos de carreira. (Vamos vêr o que o recente governador empossado o professor Antônio Anastasia toma realmente uma atitude séria sobre a situação do ensino no Estado e suas diferenças e fracassos, sem querer ser pessimista, apenas realista, sem perder a utopia da "revolução" deste conhecimento básico, sem alienação.)
O que queremos dizer que o sistema ainda está devagar e tem muita coisa que fazer, investir tempo integral na formação de adolescentes e jovens no campo do mercado e da transformação eco-sócio-cultural na era da atualização do mundo globalizado. O governo tem que levar o acesso a tecnologia a toda região, bem como a internet e a telefonia celular acessível para todos.
E por quê as obras continuam paradas? Porquê nossas estruturas formais do espaço e tempo também estão adoentadas, apodrecidas, indignas de exercer o papel de um servidor público, não estamos falando aqui de especialistas, mas da arte defasada dos(as)  amantes do trabalhar com o ser humano que precisa não somente de lógica e nem de leis de valores, mas da integridade e o incentivo à curiosidade, a esperança, o sonho, o conhecimento de si mesmo e a própria transformação do espaço.
Se o Estado não quer tais profissionais e projetos é porque seus regentes não querem formarem gentes, mas bonecos de marionetes como eles na maioria das vezes são à busca e receptação de dinheiro e favorecimento das contas públicas como benefício de si próprio, sonegando, disfarçando, roubando e cometendo outros crimes hediondos.
Ainda não aguentamos ver pessoas que ocupam cargos públicos sem formação política que usa o poder para benefíciar interesses privados. Temos que trabalhar com muito mais honestidade e eficiência no poder Público do que nossos negócios particulares, porque a nossa responsabilidade dobra em fazer o estado acontecer, a democracia e o canto da liberdade para todas as cabeças, inclusive a do canário.
Temos que educar as crianças e os jovens para o Bem, para o Pensar e não para o O-bedecer.
Assim não poderemos fazer que o processo de aprendizagem seja libertário e prazeroso, mas temerário e doloroso.

Profissionais da educação tem que se auto-educar, porque precisam aprender a rea-ver a vida e seus processos de transformação, de mudança nesta metamorfose do adquirir o grau inconsciente coletivo. Também quero deixar aqui claro que o uso do termo - grau como teste do insconsciente coletivo para medição de uma análise, de um ponto de partida e trabalho.não tem nada a ver com a teoria jungniana, mas evoluir de acordo com o processo de comunicação, por exemplo, as mensagens instântaneas gratuitas nos aparelhos e sistemas de informação de planejamento, manual, região, conhecimento visual, manuseio das artes literárias e artísticas de um grupo social ou determinada região. 
Este método aprendi na Alemanha que chamarei aqui como pesquisa etnográfica e cultural na educação. Uma visão inovadora e investigativa na aprendizagem no que se refere diário biográfico. A didática da pesquisa não é investigar os grupos, mas  cada grupo relatar o seu próprio diário de reflexão no dia-a-dia - inconsciente coletivo e individual. E este é o material de avaliação do educador e professor das áreas humanas no ensino fundamental e médio. E quem sabe no futuro já começar um trabalho no jardim da infância implantando a filosofia com a arte?

Enquanto isso o ensino de Filosofia e Sociologia no ensino público abre janelas para a cidadania e para o pensar em si mesmo e o mundo a nossa volta, no nosso lugarejo.

Nisso o sistema ainda continua falho por ter medo desta r-evolução.
Salvo algumas(us) educadoras que entendem o princípio da racionalidade de educar para crescer, para libertar e não para oprimir.

Forças camaradas,

Circulo Filosófico de Ribeirão!

Ass. Caetano P. T.

O mito da caverna (Platão)

"Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ele e os prisioneiros – no exterior, portanto – há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte frontal de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela os prisioneiros enxergam na parede no fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginavam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.Que aconteceria -indaga Platão- se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.Num primeiro momento ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda a sua vida, não vira senão sombra de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.
Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.
O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das idéias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A dialética. O que é a visão do mundo real iluminado? A Filosofia. Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo (Platão está se referindo à condenação de Sócrates à morte pela assembléia ateniense)? Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro."